segunda-feira, 23 de outubro de 2017

como uma dissertação sem tema, minha vida sem rumo

Dor de cabeça. Olhos queimando. Aperto no peito. Confusão mental. Medo. Angústia. É possível um ser humano possuir todas essas sensações corrosivas de uma vez só? Eu sou a prova viva de que sim. Eu agora tô deitada no meu maior divã: minha cama, com a cabeça encostada no meu travesseiro molhado, mas não me incomoda, não faz diferença; eu sinto minha alma já inundada de tantos sentimentos ruins, que um travesseiro molhado não faz diferença. Ou faz. Afinal, é mais um de inúmeros. É mais uma noite de muitas. Talvez seja essa a única diferença. Cada vez mais me sinto presa no meu mundo por não conseguir mais me suportar em convivência com os outros. Eu me incomodo e me sinto atingida com qualquer que seja diferente a atitude das pessoas que convivem comigo. E o que mais me machuca é perceber que eu mesma não me suporto e afasto instantaneamente as pessoas de mim. Pessoas que deveriam ao menos tentar me enxergar e entender o que eu sinto e o que se passa pela minha cabeça. Alguns deles até dizem se importar, durante um tempo, depois esquecem. E a cada vez que eu vejo mais pessoas se afastando de mim eu percebo que nasci pra lutar sozinha, batalhar sendo refém de mim mesma, e é isso que venho fazendo todos os dias quando abro meus olhos pela manhã. Eu tento colocar as coisas em ordem, desde as minhas roupas no guarda-roupas até a minha vida real, sentimental, e social (se ainda tenho, está em estado de decomposição). A minha maior dúvida é: o que eu tô fazendo aqui ainda?

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